Prova do Cremesp é um diferencial para ingresso de médicos nos grandes hospitais

Hospitais privados e o setor público passam a exigir a realização do exame. Cresce a participação de médicos e o índice de aprovação já supera 65%, mostrando que o Exame do Cremesp veio para ficar.

22 Fev, 2018

Há um projeto de lei em aprovação no Congresso Nacional para que o exame seja obrigatório em todo o País. “Nesse momento o Conselho Regional de Medicina está preparado para trazer essa discussão para o  Congresso Nacional para que essa lei seja aprovada”, declarou o presidente do Cremesp dr. Lavínio Nilton Camarim, em entrevista coletiva na sede da entidade, em São Paulo. Para ele, a formação médica brasileira é preocupante, pois,  “novas escolas são abertas sem condições. Não é multiplicando faculdades que a falta de médicos será superada no país. A medicina não pode ser tratada como comércio”, afirma.

O número de médicos recém-formados participantes do exame se mantém entre os dois últimos anos. Cerca de 3.000 alunos fizeram a prova, com aprovação de 65%, um dos melhores índices nos últimos dez anos. Para o presidente, a quantidade de participantes se mantém e isso se deve à importância que grandes hospitais privados como Sírio Libanês, Albert Einstein e Oswaldo Cruz estão dando ao exame e exigindo a participação na prova para o acesso à Residência Médica.

A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) estabeleceu que o Exame do Cremesp  será considerado na seleção de candidatos à Residência Médica e na contratação de profissionais nos mais de 80 hospitais conveniados à entidade.  “Nós sabemos que no momento da entrevista, principalmente naquelas ligadas à grandes programas de residências médicas, tem sido perguntado ao aluno o desempenho dele na prova”, afirma o Conselheiro do Cremesp dr. Reinaldo Ayer.             

“Não há nenhuma compensação para o médico recém-formado que realizou o exame, mas há uma distinção do mesmo pelo fato dele ter feito a prova. É um acréscimo à posição dele em uma competição”, complementa o dr. Lavinio Camarim, presidente do Cremesp.  As Secretarias Estadual e Municipal da Saúde em São Paulo também exigem que o recém-formado apresente o certificado da prova na sua contratação.

As faculdades de medicina, com o intuito de aperfeiçoar o ensino, possuem parceria com o Cremesp, os quais realizam reuniões periódicas. As notas não são divulgadas, mas o resultado do desempenho em áreas específicas ajudam à identificar o que é preciso melhorar no ensino.  “Estamos preocupados com a qualidade dos medicos que saem da faculdade, não apenas com o número deles. Lutamos em benefício e proteção à sociedade e ao próprio médico”, declara o ex-presidente e secretário geral do Cremesp dr. Bráulio Luna Filho.

O projeto surgiu há 13 anos com o intuito de verificar a qualidade dos médicos recém-formados que estão ingressando no mercado de trabalho, assim como a qualidade das escolas médicas. A partir de  2012, o exame tornou-se obrigatório, mesmo sem aprovação. A prova consiste em perguntas práticas das diversas áreas da medicina.

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