Sustentabilidade na Saúde Pública e Privada

22 Mai, 2017

Durante a Feira Hospitalar, no dia 18 de maio, aconteceu o I Congresso Latino-Americano de Ecossistema Público Privado – BCH Latam, organizado pela TM Jobs, Business Club Healthcare (BCH) Latam e o Instituto Latino-Americano de Gestão em Saúde (INLAGS).

O evento reuniu entidades, instituições e profissionais de todo o ecossistema da saúde para discutir uma pauta ampla e relevante para a sustentabilidade do setor saúde. Os temas foram divididos em quatro painéis: A regulação e suas conseqüências; Judicialização; Rodada de negócios em prol da saúde; Novos modelos de atenção e pagamento e Formação de redes de hospitais, desfechos clínicos, e apresentados por especialistas brasileiros e estrangeiros, que discutiram e compartilharam suas experiências sobre o Ecossistema Público-Privado na América Latina.

O painel: A Regulação e suas Consequências, contou com a presença dos convidados: Leandro Fonseca, diretor da ANS; Gonzales Grebe, gerente geral da Clínica Las Condes, do Chile; Nubia Viana, especialista em TI para a saúde; Paulo Marcos Senra, CEO do INLAGS e Giovanni Cerri, do HCFMUSP, que expuseram sua visão sobre o tema com o objetivo de colaborar para um melhor desempenho dos sistemas de saúde.

O Chile vem há cerca de 30 anos buscando soluções para melhoria do seu sistema de saúde e a implantação do processo de regulação é uma experiência interessante para o Brasil. A regulação é um dos principais itens na estrutura do modelo de saúde chileno, que conseguiu regras únicas para atender tanto a prestação do serviço público, como o privado. Um grande diferencial foi a Lei de Direitos e Deveres dos Pacientes, que permitiu fazer a gestão de reclamações dos pacientes e atender o direito constitucional à saúde, com um conjunto de medidas que resultaram em um impacto positivo no paciente.

De acordo com os especialistas, no Brasil, a integração público-privada, ainda acontece de forma independente, como se os dois sistemas não tivessem os mesmos prestadores de serviços, além da convivência com um modelo de pagamento por serviço que distorce a realidade e incentiva a falta de transparência ao paciente, que não tem acesso ao desempenho de quem oferece os serviços, principalmente na área pública, que tem como sua maior demanda o atendimento a alta complexidade na urgência e emergência.  

Porém, todos concordaram com uma remuneração dos serviços prestados baseada em desempenho e na qualidade assistencial, apesar da migração e transição para o novo modelo serem complexas, e a Regulação, uma ferramenta importante para diminuir a distância entre a oferta e demanda, permitindo mais transparência ao setor. Esses foram os principais desafios apresentados no debate em prol da sustentabilidade; melhor gestão dos custos e resultados com mais eficiência no sistema de saúde público e privado.

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