Um novo Hospital das Clínicas em Bauru

Em cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes, a USP e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo assinaram em 06 de julho, o decreto de criação do Hospital das Clínicas de Bauru.

10 Jul, 2018

Um decreto do governo estadual formaliza a criação do novo Hospital das Clínicas de Bauru, que servirá como hospital-escola para o curso de Medicina. Na cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes, em 06 de julho, a USP e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, assinaram o decreto.Na ocasião também foi assinado o termo de cessão de uso das unidades I e II do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC) da USP, mais conhecido como “Centrinho”, que permite à Secretaria de Saúde realizar as adequações estruturais necessárias para que o espaço passe a compor o complexo do Hospital das Clínicas de Bauru.

Vinculado administrativamente à Secretaria de Estado da Saúde e ao Sistema Único de Saúde, mas associado à USP para fins de gerência acadêmica e assistencial, o Hospital das Clínicas de Bauru será um hospital-escola e dará suporte às atividades do novo curso de Medicina.

Segundo o reitor Vahan Agopyan a região de Bauru, que além de um hospital especializado em anomalias craniofaciais, ganha um Hospital das Clínicas de alta complexidade, para responder à demanda da comunidade local. “Também ganha o Governo do Estado, que recebe um edifício pronto, semimobiliado, com grande espaço disponível para utilização imediata, e a Universidade, que consegue viabilizar seu terceiro curso de medicina, uma retribuição para toda a sociedade paulista”, afirmou.

Em sua fala, o secretário de Saúde, Marco Antonio Zago, que foi o reitor da USP entre os anos de 2014 e 2017, período no qual o curso de Medicina de Bauru foi criado, disse que a criação de um forte complexo de saúde na região de Bauru, dentro do qual atuará o novo curso de medicina, abrirá caminho para futuros cursos da USP na área de saúde.

O governador Márcio França enfatiza que São Paulo é diferente dos outros Estados porque adquiriu mais conhecimento e é por causa desse conhecimento que se destaca do resto do País. “As obras mais importantes não são as físicas, mas as que realizam mudanças de conceitos e esse Hospital é uma mudança de conceito, não só por estar na região central do Estado de São Paulo, mas por abrigar um curso de medicina, que muda a vida das pessoas”, afirma.

Hospital das Clínicas de Bauru

Com 11 andares e 21 mil metros quadrados de área construída, o prédio abrigará um serviço de referência hospitalar e ambulatorial para a população da região e as atividades do curso de Medicina de Bauru.

A previsão é que o Hospital tenha cerca de 200 leitos e quando atingir a capacidade plena, deverá atuar como referência em atendimentos hospitalares e ambulatoriais de média e alta complexidade, com ênfase em cardiologia, bucomaxilo, saúde auditiva e outras especialidades, além de amplo serviço diagnóstico. A assistência atualmente oferecida pelo HRAC será mantida, com ampliação gradativa da assistência prevista para o novo Hospital.

O superintendente do HRAC e coordenador do curso de Medicina de Bauru, José Sebastião dos Santos, explicou que o Hospital será concebido considerando as necessidades da Universidade e as necessidades da população da região, na qual um dos principais problemas já identificado é a gestão dos recursos. A partir de agora, com a orientação da Secretaria Estadual de Saúde, a universidade deve contribuir para melhorar o aproveitamento desses recursos, identificando as prioridades, instituindo modelos e definindo protocolos.

Curso de Medicina de Bauru

O novo curso de Medicina foi aprovado pelo Conselho Universitário, no dia 4 de julho de 2017, e é oferecido pela Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Ao todo, são 60 vagas em período integral – sendo 42 vagas reservadas para ingresso pela Fuvest e 18 pelo SiSU, na modalidade destinada a estudantes que tenham cursado o ensino médio integralmente em escolas públicas. A oferta de vagas deve aumentar gradativamente, passando a 80 vagas, em 2020, e chegando a 100, a partir do ano de 2021.

A proposta é oferecer um curso diferenciado, com metodologias ativas de ensino e forte caráter humanístico. Em seu primeiro vestibular, o curso já foi o segundo mais concorrido da USP, com 4.447 inscritos e 105,9 candidatos por vaga.

Fonte: Jornal da USP/Foto: Marcos Santos,USP Imagens

 

Compartilhe


NOTÍCIAS RELACIONADAS